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Empréstimo consciente: a importância de avaliar antes de contratar

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Hoje a oferta de empréstimo é bem comum, basta olhar o celular ou atender ao telefone para receber uma enxurrada de ofertas de crédito fácil e rápido. As mensagens fazem parecer que aquele dinheiro é um presente ou um "bônus" para a sua conta.

 

No entanto, no nosso dia a dia, sabemos que não existe almoço grátis. O crédito facilitado pode se transformar em uma grande dor de cabeça se for contratado sem planejamento e pode ser uma armadilha que compromete não apenas o orçamento, mas também a saúde e o bem-estar. Por isso, a importância de dar um passo para trás, respirar fundo e avaliar com calma antes de colocar a sua assinatura em qualquer contrato.

 

O perigo de contratar por impulso

 

O maior inimigo do seu bolso é o impulso. Quando vemos uma oportunidade de compra ou queremos resolver um desejo imediato, a emoção fala mais alto. Os bancos sabem disso e facilitam ao máximo o acesso ao dinheiro: basta um clique no aplicativo ou um "sim" ao telefone.

 

O problema é que o dinheiro entra rápido na conta, mas a parcela vai ser cobrada todos os meses, por anos.

 

Antes de aceitar qualquer proposta, faça a si mesmo a pergunta de ouro: "Eu realmente preciso disso agora ou posso esperar e juntar o dinheiro?" Adiar a decisão por apenas dois ou três dias é o suficiente para a emoção esfriar e você enxergar se aquela conta realmente vale a pena.

 

Todo empréstimo precisa de um objetivo claro

 

Dinheiro de empréstimo não deve ser usado para pagar despesas do dia a dia, como supermercado ou contas de luz, e muito menos para compras supérfluas, para não correr o risco de entrar em um ciclo perigoso: pegar dinheiro de um lugar para pagar outro, criando uma sensação de alívio momentâneo que logo é substituída por novas preocupações.

 

Se você usa o crédito para cobrir os gastos normais do mês, o problema não é a falta de empréstimo, é o orçamento que precisa de ajuste.

 

O empréstimo só deve ser considerado quando houver um objetivo claro, urgente e justificável. Exemplos disso são:

 

  • Um tratamento de saúde de emergência que não pode esperar;

 

  • A reforma de uma infiltração grave que está estragando a sua casa; e

 

  • A troca de uma dívida muito mais cara (como o rotativo do cartão de crédito) por uma linha de crédito mais barata.

 

Se o motivo não for uma real necessidade ou uma emergência de saúde, o melhor caminho é não contratar.

 

Planejar hoje para não perder o sono amanhã

 

Muitas pessoas passam a dormir mal pensando em contas a vencer ou em como conseguir recursos para pagar compromissos já assumidos, por isso, planejar significa colocar a ponta do lápis no papel antes de dar o braço a torcer para o banco. Lembre-se de que cada real descontado na sua parcela é um real a menos para a sua farmácia, sua alimentação e seu lazer.

 

Antes de fechar o negócio, siga este pequeno roteiro de segurança:

 

  • Olhe para o valor total, não apenas para a parcela: O banco pode dizer que a parcela é de "apenas R$ 50,00". Mas se você pagar isso por 84 meses, no final terá entregado milhares de reais em juros para a instituição financeira.

 

  • Avalie se já possui outros empréstimos em andamento: uma das situações mais comuns entre pessoas endividadas é a contratação de múltiplos empréstimos em diferentes instituições. Inicialmente, cada parcela parece pequena e administrável. Entretanto, quando somadas, elas podem comprometer uma parte significativa da renda mensal.

 

  • A regra das 24 horas: Nunca contrate um empréstimo no mesmo dia em que ele foi oferecido. Desligue o telefone, saia da loja e pense no assunto no dia seguinte.

 

  • Converse com a família ou pessoas de confiança: Antes de assinar, peça para um filho, neto ou um amigo ler as letras miúdas do contrato com você. Uma segunda opinião ajuda a evitar armadilhas e golpes.

 

  • Proteja o seu nome: Muitas pessoas se endividam para ajudar parentes. Por mais que o amor pela família seja enorme, comprometer a sua segurança financeira na aposentadoria pode criar um problema ainda maior para todos no futuro.

 

Conclusão

 

O crédito pode ser uma ferramenta útil em momentos de real necessidade, mas deve ser usado como um remédio controlado: na dose certa e com muita cautela. Porém, quando contratado sem planejamento, em excesso ou para cobrir outras dívidas, pode desencadear um ciclo de preocupações, perda de controle financeiro e impactos na saúde física e emocional.

 

Ter o controle do seu dinheiro e saber dizer "não" para as ofertas tentadoras é o que garante noites de sono tranquilas e uma vida verdadeiramente independente.

 

Fique de bem com o seu bolso!