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Cobranças silenciosas: o dinheiro que “sumiu” da conta sem Dona Marta sacar nada

  1. Minhas Finanças

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Dona Marta tem um hábito de décadas: toda manhã de segunda-feira, depois do café, ela senta à mesa da cozinha, coloca os óculos e confere o extrato do banco. Foi assim, numa dessas manhãs, que ela percebeu algo estranho. O saldo estava menor do que deveria e ela não tinha feito nenhum saque, nenhuma compra fora do comum.

 

Preocupada, ligou para o filho, que entende de computador e dessas “coisas de banco”. Ele pediu para ela abrir o aplicativo e foi lendo, linha por linha, cada cobrança do mês.

 

- Olha aqui, mãe: isso é a "cesta de serviços". É um pacote fixo que o banco cobra todo mês, mesmo que a senhora use só uma partezinha dele.

 

Um pouco mais abaixo, outra surpresa:

 

- Essa aqui é a taxa de extrato impresso. Toda vez que a senhora pede para o caixa eletrônico imprimir o papel com o saldo, cobra um valor.

 

Foi descendo a lista e encontrou ainda um seguro de cartão que ninguém na família lembrava de ter pedido, e uma anuidade que voltou a ser cobrada depois que aquele período de "cartão grátis", tão bem anunciado no começo, havia terminado silenciosamente.

 

Sozinhas, cada uma dessas cobranças parece pequena. Só que, somadas ao longo do ano, elas mordem um pedaço nada desprezível da aposentadoria.

 

Dona Marta não se conformou. No dia seguinte, foi até a agência com a lista de cobranças anotada num papel. Perguntou, com toda a calma e firmeza, por que pagava por serviços que nunca usou. O filho explicou antes que, por lei, tinha direito a uma conta de serviços essenciais, sem tarifas nem mensalidade.  Claro, com menos funções, mas suficiente para quem só precisa receber o benefício, pagar contas e fazer alguns saques. Cancelou o seguro do cartão. Pediu o estorno da anuidade. E saiu de lá com uma sensação boa: a de ter recuperado o controle financeiro.

 

Ninguém precisa ter vergonha de perguntar ao banco por que está pagando o que está pagando. Uma conversa uma vez por ano pode significar centenas de reais de volta no bolso, e isso é tempo bem investido, não é mesmo?

 

Fique de bem com o seu bolso!