Plano de saúde e os reajustes: Como entender os aumentos sem perder o sono
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Por que o plano de saúde sobe tanto?
Chega o boleto do plano de saúde, você vê o valor novo e o coração aperta um pouquinho. É normal sentir isso, afinal, cuidar da saúde é um compromisso sério, e ver a mensalidade subir sem entender direito o motivo incomoda qualquer um. Então vamos conversar sobre as perguntas que costumam ficar na cabeça depois desse susto.
"Mas eu quase não uso o plano. Por que aumenta tanto assim?"
Porque o plano de saúde não funciona como uma poupança individual, ele é mais parecido com um caixinha coletiva, onde todo mundo contribui e todo mundo pode usar quando precisar. Quando o grupo de beneficiários, no geral, passa a precisar mais de internações longas, exames caros e tratamentos complexos, a conta do ano seguinte fica mais pesada para todos, mesmo para quem usou pouco.
"A idade de quem está no plano também pesa no preço?"
Pesa, e bastante. Um plano com um grupo de beneficiários com idade mais avançada, sem a entrada constante de gente mais jovem, tende a custar mais caro com o tempo. Isso acontece porque, ao longo dos anos, esse grupo passa a precisar mais de exames, tratamentos e internações, e sem a chegada de novos beneficiários mais jovens, que normalmente usam menos o plano e ajudam a equilibrar as contas, o peso financeiro fica concentrado em quem já está lá dentro.
"E o dólar lá em cima, isso tem a ver com o meu boleto?"
Tem, sim, e mais do que parece. Boa parte das próteses, dos materiais usados em cirurgia, dos aparelhos de exame e até de remédios de uso contínuo vem de fora do país e é cotada em moeda estrangeira. Quando o dólar sobe, esse custo sobe junto, e ninguém aqui, nem o plano, nem o paciente, tem como evitar isso.
"Então a culpa é só da inflação, igual a do supermercado?"
Não exatamente. A inflação da saúde tem ritmo próprio, geralmente mais rápido que a inflação comum, porque envolve equipamentos de alta tecnologia, equipes médicas especializadas e diárias de hospital que sobem no mundo inteiro, não só aqui.
"E aquelas novidades de tratamento que saem no jornal, será que também pesam na conta?"
Pesam. De tempos em tempos, a agência que regula os planos de saúde obriga que sejam incluídos novos medicamentos, exames e cirurgias mais modernas na cobertura obrigatória. É uma notícia boa para quem precisar desses avanços, mas ela chega no bolso de todo mundo por meio do reajuste.
Diante de tudo isso, o que dá para fazer?
Vale a pena aproveitar ações de prevenção e bem-estar, como caminhadas em grupo e acompanhamentos de saúde, porque cuidar do corpo hoje evita gastos maiores amanhã. Vale também dar uma boa olhada nos gastos pequenos do mês, aquela assinatura de revista que não chega mais, o pacote de telefone maior do que você usa, para abrir espaço no orçamento para a saúde. Guardar os resultados de exames antigos organizados evita repetir procedimentos à toa. E, se for possível, separar uma reserva, ainda que pequena, específica para imprevistos de saúde, traz uma tranquilidade que não tem preço.
Entender por trás do reajuste ajuda a encarar o boleto com menos susto e mais serenidade.
Fique de bem com o seu bolso!
